Rodolfo Magno
PhD em Estratégia, COPPEAD/UFRJ
Escrevo sobre vocação, trabalho, e o mapa que faltou para a geração que foi dita que podia ser qualquer coisa.
Sou economista, 47 anos, com doutorado em estratégia pelo COPPEAD/UFRJ defendido em março de 2026. Há quinze anos coordeno jovens analistas numa empresa brasileira de cybersegurança. Foi ali, observando essa geração de perto todos os dias, que comecei a notar um padrão que não está nos livros de gestão nem nos livros de autoajuda: pessoas produzindo muito, pulando entre coisas, sem nunca sentir que chegaram a lugar nenhum.
Meninos Perdidos é o nome do livro que estou escrevendo sobre isso. É também o nome deste blog, onde venho testando ideias em voz alta antes que virem capítulo. Os ensaios aqui são longos. Pensados para serem lidos com atenção, não consumidos entre uma reunião e outra.
Escrevo em português porque a geração sobre a qual estou escrevendo é brasileira, e mora num contexto que nenhum diagnóstico importado consegue descrever inteiro. Os clássicos que me orientam — Aristóteles, Schumacher, Marie-Louise von Franz — ajudam a nomear o problema em nível universal. Mas o vocabulário que falta ao leitor que senta na minha sala e pergunta se a vida dele tem jeito, esse precisa ser escrito daqui.